domingo, 15 de março de 2009
Ferramentas de representação visual enquanto ferramentas cognitivas
"Visual learning is one of the best methods for teaching thinking skills and helping organize ideas"
(Vojtek & Vojtek, 2000)
RESUMO
Com a evolução das tecnologias, o recurso a técnicas que apostam na vertente visual da aprendizagem é, hoje, uma inevitabilidade, desde logo porque a comunicação pela imagem constitui para as crianças e jovens uma referência incontornável.
Enquanto método de ensino, a aprendizagem visual é um método eficaz para ensinar capacidades de pensamento e para ajudar a organizar ideias. As visualizações, por intermédio de representações visuais, fornecem apoio cognitivo através de vários mecanismos que exploraram o sentido humano mais desenvolvido e com maior capacidade para captação de informação: a visão.
As ferramentas de representação visual são, então, ferramentas que permitem conceber e representar visualmente dados ou ideias abstractas, com o auxílio do computador e através de recursos gráficos, mesmo que não se possuam aptidões artísticas.
Desta forma, elas auxiliam os alunos a compreenderem e a expressarem ideias que, de outra forma, não seria possível.
As ilustrações interpretativas ajudam, por exemplo, os alunos, a clarificar textos de difícil compreensão e conceitos abstractos, tornando-os mais compreensíveis, porque, para nós seres humanos, é muitas vezes mais fácil compreendermos as coisas se as conseguirmos visualizar antes.
As representações visuais expressivas ajudam os alunos transmitirem, visualmente, as suas ideias, as suas convicções ou até mesmo os seus sonhos, tornando-as mais facilmente compreendidas por parte dos restantes observadores.
Na disciplina de Educação Visual, as ferramentas de representação visual podem ser um óptimo apoio à aprendizagem, por exemplo, dos Sistemas de Representação - método europeu ou método do cubo envolvente (representação de vistas), axonometrias – em que os alunos têm muitas vezes dificuldade em visualizar no espaço os objectos. Nesse sentido, criar visualizações que os alunos possam manipular e interagir podem ajudar, sem dúvida, a uma melhor interpretação e visualização do objecto, assim como à sua representação, à posteriori.
É o que o velho provérbio diz: “uma imagem vale mais do que mil palavras”.
Jonassen, D. (2007). Computadores, ferramentas cognitivas. Porto: Porto Editora. [capitulo 10]
quinta-feira, 12 de março de 2009
Computadores, Ferramentas Cognitivas
RESUMO
Ferramentas cognitivas são todas as tecnologias ou aplicações informáticas que, numa perspectiva construtivista da aprendizagem, facilitam o pensamento crítico, permitem uma aprendizagem significativa e envolvem activamente os alunos: na construção de conhecimento, na conversação, na articulação, na colaboração, na reflexão.
É o que Jonassen designa por "aprender com as tecnologias".
Isto significa, dar um novo rumo às tecnologias em contexto educativo, abandonando as abordagens tradicionais, do “aprender a partir das tecnologias”, em que estas são utilizadas, apenas, para reproduzir a informação preparada pelo professor, como se do próprio professor se tratasse (como por exemplo, ensino assistido por computador, filmes educativos, tutoriais).
Os alunos não podem ser consumidores passivos de conhecimento, mas devem construir o seu próprio conhecimento utilizando as tecnologias como “parceiras intelectuais”, no processo de aprendizagem, ou seja, utilizando os computadores enquanto ferramentas que ampliam as suas competências cognitivas.
Utilizar os computadores na sala de aula não envolve apenas utilizá-los, “aprender a partir deles” ou “aprender sobre eles”, memorizando as suas componentes e as suas funções, mas sim utilizá-los como apoio a uma aprendizagem significativa que facilite e estimule o “pensamento crítico, criativo e complexo”, do aluno, permitindo-lhe adquirir competências ao nível da pesquisa, interpretação e organização da informação, da resolução de problemas, da tomada de decisões, da invenção e produção de novos produtos ou novas ideias, tão exigidas nesta sociedade globalizada e concorrencial.
Jonassen, D. (2007). Computadores, ferramentas cognitivas. Porto: Porto Editora. [capitulo 1, 2]
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